
O Governo de São Paulo mantém um pacote de ações para enfrentar o El Niño, com medidas para proteger a agropecuária paulista. Entre as iniciativas estão financiamento rural, subsídios ao seguro agrícola, capacitação de produtores e agentes públicos e monitoramento meteorológico. As ações ganham reforço com as diretrizes de atuação do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc) e a Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027, que substituirá a tradicional Operação Chuvas.
O plano reúne mais de 50 órgãos estaduais e prevê 181 ações prioritárias em diferentes estágios de implementação. Além de focar na prevenção, as medidas estruturam o estado para responder aos impactos de eventos climáticos extremos, que afetam, entre outros setores, a produção agropecuária.
“Quando juntamos nossas ações, ampliamos nossa capacidade de resposta. As emergências climáticas não esperam, e o Estado precisa estar preparado para dar suporte rápido e reduzir as perdas na agricultura”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
Uma das medidas de atuação é o suporte financeiro aos produtores rurais. Desde 2023, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) apoiou mais de 40 mil produtores, com R$ 1,2 bilhão em recursos.
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O fundo oferece linhas de financiamento e subvenção para investimentos na produção como: aquisição de tratores e implementos, tecnologia, energias renováveis e estruturas. Diante de eventos extremos, o Fundo também libera crédito emergencial para produtores afetados.
Esse foi o caso dos produtores da região Vale do Ribeira, no interior do estado, após fortes chuvas causarem alagamentos em setembro. Além de outras medidas, o Governo de São Paulo disponibilizou R$ 10 milhões por meio do fundo.

O FEAP financia ainda iniciativas voltadas à sustentabilidade. Entre elas estão o Irriga+SP, voltado ao aumento da área irrigada no campo, o incentivo à geração de energia fotovoltaica e também apoio a práticas de agroecologia e conservação do solo e da água. A iniciativa estimula investimentos em usos mais eficientes de recursos naturais e prepararam as propriedades para desastres naturais.
Outra medida é a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que teve R$ 390 milhões para subsidiar parte dos custos das apólices agrícolas. O seguro ajuda a proteger a renda do produtor diante de perdas na produção causadas por eventos climáticos ou outros riscos cobertos pela apólice.
Em 2026, cerca de 3,4 mil agentes de Defesa Civil, brigadistas e técnicos participaram das Oficinas Preparatórias para a Operação SP Sem Fogo (OPOE). “A prevenção no campo só funciona quando Estado, prefeituras e produtores atuam juntos. Quando capacitamos as equipes locais e levamos informação aos produtores, criamos uma rede para proteger as propriedades e garantir a produção”, afirma Melo Filho.
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A estrutura de atendimento municipal também foi reforçada pelo programa Agro SP + Seguro. A iniciativa entregou 102 kits de combate a incêndios, compostos por trator, roçadeira, tanque-pipa, carreta e sopradores. Também foram disponibilizados 25 caminhões-pipa.
Os equipamentos representam mais de R$ 17,8 milhões em investimentos diretos. A estrutura amplia os recursos disponíveis para ações preventivas e para o atendimento de ocorrências no campo.
As medidas de preparação incluem ainda assentamentos rurais administrados pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP). Somente em 2026, produtores de 11 assentamentos receberam treinamento preventivo ministrado pela Defesa Civil e mais de 2,1 mil itens do Kit Estiagem. A iniciativa fortalece as brigadas comunitárias e amplia a capacidade de resposta local diante de períodos de seca, com medidas voltadas à proteção das lavouras e do meio ambiente.
Por meio do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO), vinculado ao Instituto Agronômico (IAC), dados de uma rede de 230 estações meteorológicas distribuídas pelo estado foram integrados.
Esses equipamentos monitoram indicadores como temperatura, umidade relativa do ar, volume de chuva e umidade do solo. As informações orientam decisões sobre plantio, colheita, irrigação e manejo de culturas, além de identificar a possibilidade de eventos extremos.
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Os dados também são compartilhados com instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e a Defesa Civil.
A integração permite acompanhar as condições meteorológicas e subsidiar a emissão de alertas antecipados. Com informações disponíveis com antecedência, produtores e órgãos públicos podem avaliar riscos e adotar medidas para reduzir possíveis prejuízos.
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