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Câncer de mama: acesso a tecnologias para prevenir recidivas

Consulta pública abre espaço para participação social sobre nova opção de medicamento da classe dos inibidores de ciclinas no SUS

13/08/2026 às 18h20
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Uma a cada oito mulheres, podem ter câncer de mama durante a vida e quando diagnosticado e tratado em fases iniciais, há altas chances de cura. No entanto, para a maioria das pacientes, o cuidado não termina após cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapia endócrina. Mesmo depois do tratamento inicial, o risco de retorno da doença pode persistir por anos, com impactos emocionais, sociais e econômicos relevantes para pacientes e suas famílias, podendo afetar a qualidade de vida, o retorno ao trabalho e a reintegração social.

No Brasil, o câncer de mama segue entre os principais desafios de saúde pública. A estimativa para o período de 2026 a 2028 é de 78.610 novos casos por ano no país. Nos estágios iniciais, o câncer de mama apresenta melhores perspectivas de controle, reforçando a importância do diagnóstico precoce, da jornada de cuidado adequada e do acesso a tratamentos baseados em evidências.

O subtipo RH+/HER2-, sensível a hormônios, é o mais comum no câncer de mama, representando cerca de 70% dos casos. No Sistema único de Saúde (SUS), após as etapas iniciais do tratamento, as pacientes com esse subtipo contam historicamente com a terapia endócrina como uma das principais estratégias adjuvantes. No entanto, pacientes classificadas como de alto risco, a possibilidade de recidiva permanece uma preocupação central, isso porque cerca de 50% têm recidiva inclusive após cinco anos do diagnóstico.

"Na prática do SUS, vemos diariamente o quanto o tratamento do câncer de mama inicial precisa ser pensado de forma completa, considerando não apenas o controle do tumor no momento do diagnóstico, mas também a redução do risco de retorno da doença no longo prazo. Para pacientes RH+/HER2- com alto risco de recidiva, os inibidores de ciclina representam uma classe terapêutica relevante dentro da oncologia moderna, sempre com indicação individualizada e decisão compartilhada entre equipe médica e paciente. Por isso ampliar as opções de tratamento disponíveis é tão importante", afirma a Dra. Susana Ramalho, Oncologista do Grupo SOnHe e CAISM/Unicamp, Campinas, São Paulo.

A recidiva do câncer de mama pode ocorrer localmente, regionalmente ou à distância, quando a doença se torna metastática e não existe mais a possibilidade de cura. Além do impacto clínico, o retorno da doença pode afetar saúde mental, relações familiares, vínculo com o trabalho, produtividade e estabilidade financeira. "Em nossa pesquisa, o Oncoguia identificou que 8 em cada 10 pacientes com câncer de mama convivem com o medo de o câncer voltar, o chamado medo da recidiva, independentemente da fase da jornada em que se encontram. Esse resultado reforça a importância de um cuidado integral, que considere não apenas o controle da doença, mas também estratégias que reduzam o risco de recidiva, preservem a qualidade de vida, a saúde mental, o acolhimento e o suporte contínuo às pessoas que convivem com essa realidade", afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.

Nesse contexto, ampliar as alternativas terapêuticas disponíveis no SUS para pacientes com câncer de mama inicial de alto risco é uma medida importante para fortalecer a linha de cuidado. Por isso foi aberta pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) a consulta pública n° 61/2026 que avalia a incorporação de uma nova opção da classe dos inibidores de ciclinas para o tratamento adjuvante de pacientes adultos com câncer de mama inicial RH+/HER2-, com alto risco de recidiva.

A consulta pública é uma etapa prevista no processo de avaliação de tecnologias em saúde, realizado pelo Ministério da Saúde antes de definir quais tratamentos serão disponibilizados à população através do SUS. Essa etapa permite que pacientes, familiares, cuidadores, profissionais de saúde, gestores, especialistas e a sociedade em geral contribuam com experiências, evidências e percepções sobre a tecnologia em avaliação. A participação ocorre por meio dos canais oficiais da Conitec e pode ser acessada aqui.

"Participar de uma consulta pública é uma oportunidade de transformar experiências em evidências para a tomada de decisão. Os estudos mostram eficácia e segurança das tecnologias. Já pacientes e familiares mostram o que esses resultados significam na vida real: o medo da recidiva, o impacto na saúde mental, na família, no trabalho e na qualidade de vida. É essa combinação entre ciência e experiência que fortalece decisões mais completas para o SUS", complementa Luciana Holtz.

Sobre a Novartis

A Novartis é uma empresa de medicamentos inovadores. Todos os dias, trabalhamos para reimaginar a medicina e melhorar e prolongar a vida das pessoas, para que pacientes, profissionais de saúde e a sociedade estejam mais preparados para enfrentar doenças graves. Nossos medicamentos alcançam 300 milhões de pessoas em todo o mundo.

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