
O relaxamento capilar é um procedimento químico usado para reduzir o volume, abrir os cachos ou deixar os fios mais lisos. O efeito é permanente na parte processada; a raiz nova mantém a textura natural. A escolha deve considerar o histórico químico, o cabelo e o couro cabeludo.
Segundo a Anvisa, alisantes e ondulantes modificam a estrutura química do cabelo. Produtos irregulares ou mal utilizados podem causar ressecamento, quebra, queda, irritação e queimaduras.
O que é relaxamento capilar?
O relaxamento altera as ligações responsáveis pela forma do fio. Conforme o ativo, a técnica e o tempo de processamento, o resultado pode variar da redução de volume a um efeito mais liso. Em geral, "relaxamento" preserva parte da curvatura, enquanto "alisamento" busca fios mais retos, mas ambos modificam quimicamente a fibra.
Para quem o relaxamento pode ser uma opção?
O procedimento pode interessar a quem deseja mudar a textura ou facilitar a finalização. Antes do serviço, um profissional deve avaliar resistência, elasticidade, quebra, ressecamento, couro cabeludo, colorações, descolorações e químicas anteriores.
Se houver ardor, lesões, descamação intensa ou queda sem causa conhecida, adie o procedimento e procure avaliação de um profissional de saúde.
Quais substâncias são usadas no relaxamento?
Entre os ativos autorizados pela Anvisa estão hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio associado a um sal de guanidina, ácido tioglicólico e seus sais. Eles não devem ser misturados sem análise técnica.
A compatibilidade entre químicas depende do histórico do cabelo, das instruções do fabricante e do teste de mecha. Produtos com a mesma finalidade não são necessariamente compatíveis. No Brasil, formol e glutaraldeído não são autorizados como ativos alisantes. Consulte a lista da Anvisa antes do uso.
Como escolher o melhor relaxamento para cabelo crespo?
Não existe um "melhor relaxamento para cabelo crespo" universal. A escolha depende do diagnóstico, da condição da fibra, do objetivo e da experiência do profissional. Pergunte ao cabeleireiro:
O teste de mecha ajuda a observar a reação de uma pequena área antes da aplicação completa e não deve ser dispensado, mesmo por quem já fez relaxamento capilar.
Por que o cabelo pode quebrar depois do relaxamento?
A quebra pode resultar de fios já fragilizados, tempo excessivo de processamento, sobreposição nos retoques, incompatibilidade química ou uso frequente de calor. Queda e quebra não são iguais: a queda ocorre quando o cabelo se desprende pela raiz; a quebra acontece ao longo da fibra.
Para reduzir riscos, não aplique relaxante sobre o couro cabeludo irritado, não exceda o tempo do fabricante e não improvise misturas. Ardência forte não significa que o produto está funcionando. Em caso de desconforto intenso, o produto deve ser removido conforme as orientações de segurança.
O que fazer antes do relaxamento capilar?
Informe todas as químicas anteriores, com nomes e datas aproximadas; Confirme se o produto está regularizado na Anvisa; Escolha um salão licenciado e um profissional capacitado; Faça o teste de mecha conforme o fabricante; Não coce nem provoque abrasões no couro cabeludo; Não faça outra química sem verificar a compatibilidade.
Produtos de uso profissional devem ser aplicados nesse contexto. Comprar um kit não transforma o relaxamento em um procedimento doméstico simples.
Como funciona um serviço profissional?
O protocolo costuma incluir avaliação, proteção, aplicação controlada, acompanhamento do processamento, enxágue e etapas de reconstrução, condicionamento e normalização. O profissional deve seguir o rótulo, sem misturar sistemas ou aumentar o tempo para obter um efeito mais liso.
Entre as opções para salões, a linha profissional Affirm oferece sistemas à base de hidróxido de sódio e guanidina. O kit Affirm reúne etapas de preparação, reconstrução, condicionamento e normalização. A escolha deve ser feita por um cabeleireiro qualificado após avaliação e teste de mecha.
Cuidados depois do relaxamento
O cuidado pós-química não reverte o processo, mas pode reduzir ressecamento, atrito e danos adicionais:
Use shampoo e condicionador adequados à condição dos fios;
Desembarace das pontas para a raiz, sem tração excessiva;
Faça tratamentos condicionantes conforme a necessidade;
Limite chapinha e secador e use proteção térmica;
Evite penteados apertados em áreas sensibilizadas;
Procure avaliação se houver quebra crescente, dor, feridas ou queda acentuada.
O shampoo normalizador usado no serviço tem função específica e não substitui o shampoo de manutenção diária.
Quando fazer o retoque do relaxamento?
Não existe intervalo igual para todos. O retoque deve ser considerado quando houver crescimento suficiente para aplicar o produto somente na raiz nova e quando cabelo e couro cabeludo estiverem saudáveis. A sobreposição no comprimento já relaxado aumenta o risco de quebra. Se houver fragilidade ou dúvida sobre a química anterior, adiar é mais seguro.
Sinais de alerta
Interrompa o uso e procure orientação médica em caso de queimadura, inchaço, feridas, irritação ocular, dificuldade para respirar ou outros sintomas importantes. Queda acentuada e quebra persistente também exigem avaliação. Eventos adversos com cosméticos podem ser notificados à Anvisa.
O relaxamento capilar pode mudar a textura, mas nenhum sistema elimina o risco de dano. Verifique o registro, escolha um profissional capacitado, faça teste de mecha e respeite o protocolo.
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