O evangelista Mateus narra uma belíssima, singela e profunda oração de louvor, feita por Jesus, revelando a sua intimidade
com o Pai, que escondeu "estas coisas aos sábios e entendidos" e as revelou "aos pequeninos" (Mt 11, 25).
Os sábios e entendidos são os doutores da Lei, que não conseguiam discernir os desígnios de Deus, pois não seguiam a sua vontade. São cegos é guias de cegos, insensatos. Os pequeninos compreendem e aceitam Jesus e suas promessas, veem nele a esperança e a vida, acolhem a vontade do Pai.
Jesus é o Filho de Deus, a sabedoria que conhece e leva ao Pai. Ele é pobre, manso e humilde de coração. A sua maneira de viver é um fardo leve, o seu jugo é suave. Nenhuma pessoa na história tem esta autoridade de dizer palavras de tamanho consolo. Somente Deus é a nossa consolação verdadeira e segura.
Quando Jesus fala de mansidão e humildade do seu coração, refere-se ao seu próprio ser. Ele é a epifania da ternura de Deus, a encarnação da bondade, da compaixão e da misericórdia do Pai.
Quando rezamos para que o nosso coração seja semelhante ao de Jesus, estamos pedindo abertura e docilidade à vontade do Pai, um coração dilatado de amor, que saiba perdoar, ser generoso e acolhedor. Ter o coração como o de Jesus é deixar que o Espírito Santo transforme o nosso interior, albergue de sentimentos negativos, para torná-lo lugar de profunda alegria, santo, humilde, obediente, pleno de sentimentos cristãos e de boas obras.
"Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura" (Sl 144,8-9).
Minhas orações.
Dom Paulo Roberto Beloto.
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