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Busca por independência dos óculos cresce

Especialista em oftalmologia explica por que cada vez mais pacientes procuram soluções para reduzir a dependência visual e melhorar a qualidade de ...

11/06/2026 às 15h56
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Camila Lescano
Camila Lescano

A busca por independência dos óculos cresce de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo desejo de viver sem depender de armações no dia a dia. Segundo reportagem da R7 (novembro de 2025) com dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), a procura por cirurgia ocular para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo teve aumento significativo na faixa de 25 a 40 anos.

De acordo com o oftalmologista Anderson Quinellato, que atua em Piracicaba (SP), muitos pacientes chegam ao consultório já adaptados ao uso contínuo de óculos ou lentes de contato, mas relatam incômodos frequentes. "Existe uma aceitação muito grande da dependência dos óculos como algo definitivo. Mas, na prática, nem sempre isso precisa ser assim", explica. Segundo ele, o primeiro passo é avaliar individualmente cada caso, considerando não apenas o grau, mas também o estilo de vida e as necessidades visuais do paciente.

Nos últimos anos, a evolução das técnicas cirúrgicas, exames de biometria ocular e lentes intraoculares avançadas ampliou as possibilidades de tratamento e aumentou a previsibilidade dos resultados. Estudos publicados pela American Academy of Ophthalmology apontam que procedimentos personalizados e tecnologias mais modernas têm contribuído para índices elevados de satisfação entre pacientes submetidos à correção visual cirúrgica.

Casos individuais ajudam a ilustrar esse cenário. Uma paciente que conviveu por décadas com a dependência dos óculos relata que enfrentava limitações constantes no dia a dia, mesmo após diferentes tentativas de adaptação. Após buscar uma nova avaliação, descreve a experiência como um ponto de mudança: "Pela primeira vez desde a infância, consegui enxergar com nitidez sem óculos ou lentes. Hoje minha rotina é muito mais leve".

Segundo Quinellato, esse tipo de resultado está diretamente relacionado à personalização do tratamento. "Hoje, o nosso foco não é apenas corrigir a visão, mas entender como aquela pessoa usa a visão no dia a dia. A partir disso, conseguimos indicar caminhos mais adequados para cada perfil", afirma.

Para o oftalmologista, a principal mudança está na forma como o paciente enxerga a própria condição. "Eu acredito que ninguém precisa se limitar. E as pessoas precisam perder a crença de que usar óculos é normal", completa.

A tendência, segundo ele, é que o tema continue ganhando espaço à medida que mais pessoas passam a buscar informação e entender melhor as possibilidades disponíveis. Ainda assim, a orientação médica individualizada segue sendo essencial para definir o melhor caminho em cada caso.

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