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Polícia Civil detém 4 mulheres por comandar central de golpes financeiros na zona oeste de São Paulo

Esquema convencia vítimas, principalmente idosos, a ressarcir valores que não estavam devendo

23/01/2026 às 09h36
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Grupo recebia informações das vítimas de maneira ilícita, e procurava pessoas com a alegação de resgate de “créditos podres”. As vítimas eram principalmente idosos
Grupo recebia informações das vítimas de maneira ilícita, e procurava pessoas com a alegação de resgate de “créditos podres”. As vítimas eram principalmente idosos

A Polícia Civil prendeu quatro suspeitas de aplicar golpes financeiros prometendo a recuperação de dívidas vencidas. As mulheres, de 27, 28, 31 e 39 anos, ocupavam cargos de gerente comercial e supervisoras da “central de golpes”, que ficava na avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, considerada uns dos mais importantes centros financeiros da cidade.

Na quinta-feira (22), os agentes da 4ª Delegacia de Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) realizaram a Operação Título Sombrio, após as investigações apontarem para um esquema de falsa central de cobrança.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo recebia informações das vítimas de maneira ilícita, e procurava pessoas com a alegação de resgate de “créditos podres”, que são dívidas de difícil recuperação. As vítimas, principalmente idosos, eram convencidas a ressarcir valores dos quais não estavam devendo. O negócio era efetivado mediante ameaças dos operadores, informou a polícia.

A estratégia consistia em envio massivo de mensagens simulando, principalmente, ordens judiciais e bloqueios de Cadastro de Pessoa Física (CPF). As pessoas eram direcionadas ao atendimento telefônico e os criminosos alegavam ser de setores de cobrança e jurídico. Além disso, eles criaram uma estrutura criminosa na qual empresas responsáveis pela operação compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis.

Ainda segundo as investigações, a localização da base na região da avenida Faria Lima oferecia legitimidade à armação. O esquema funcionava de maneira híbrida, parte dedicada a cobranças legítimas e outra a golpes. No local, foi apreendida documentação utilizada durante os contatos e dispositivos eletrônicos.

Além das quatro presas — que foram liberadas mediante o pagamento de fiança —, outros dez suspeitos de envolvimento foram conduzidos para a delegacia. O caso foi registrado como associação criminosa na 4ª Delegacia da DCCiber. As investigações prosseguem.

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