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 Fibromialgia: como a doença pode afetar o bem-estar emocional?

 Campanha Fevereiro Roxo busca informar e apoiar quem convive com dor crônica; psicóloga da Hapvida reforça a importância do tratamento multidisciplinar

20/02/2025 às 13h35
Por: Redação
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Psicóloga da Hapvida explica que o impacto emocional da fibromialgia pode levar ao isolamento social (Crédito: Banco de Imagem/Freepik)
Psicóloga da Hapvida explica que o impacto emocional da fibromialgia pode levar ao isolamento social (Crédito: Banco de Imagem/Freepik)

Conviver diariamente com dor crônica é um desafio que vai além do aspecto físico. O sofrimento rotineiro, muitas vezes invisível para os outros, também impacta profundamente a saúde mental de quem o enfrenta.

 É assim com quem sofre de fibromialgia, uma condição ainda cercada por incompreensão e desinformação. Além de ser caracterizada por dor generalizada e fadiga, estudos apontam que está fortemente associada a transtornos como ansiedade e depressão.

 Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia afeta entre 2% e 12% da população adulta no Brasil, sendo a maior incidência em mulheres entre 30 a 50 anos de idade. Diante desse cenário, a campanha Fevereiro Roxo estimula a conscientização da população sobre essa e outras doenças que afetam as capacidades funcionais dos pacientes.

 “O impacto emocional da fibromialgia pode levar ao isolamento social. Muitos pacientes reduzem suas interações devido à fadiga e ao medo de serem julgados, comprometendo ainda mais a qualidade de vida”, explica a psicóloga da Hapvida, Patrícia Porfírio Sorente.

 Segundo a profissional, a dor crônica gera sofrimentos de diversas ordens, o que pode amplificar a sensação dolorosa por meio do fenômeno da sensibilização central. “O estresse constante causado pela dor altera os níveis de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, substâncias fundamentais para o controle do humor e da dor”, elucida.

 

Tratamento

Para minimizar esses efeitos, os especialistas recomendam abordagens multidisciplinares, incluindo psicoterapia, suporte familiar e grupos de apoio. O tratamento também envolve medidas não farmacológicas, como fisioterapia, técnicas de relaxamento e ajustes no estilo de vida.

 A prática de atividades físicas de baixo impacto, como alongamentos e caminhadas, melhora a mobilidade e também contribui para o controle da dor, assim como uma alimentação balanceada, rica em nutrientes anti-inflamatórios.

 Além disso, práticas como ioga, meditação e higiene do sono são recomendadas para reduzir os níveis de estresse, favorecendo um maior equilíbrio emocional e alívio dos sintomas. “Diante da complexidade da doença, é essencial um tratamento integrado que considere tanto os sintomas físicos quanto os emocionais”, conclui Patrícia.

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