
O número de brasileiros com obesidade chegou a 9 milhões em 2024, aponta levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). O dado acompanha uma mudança relevante na forma como a medicina compreende alterações corporais como celulite, flacidez, gordura localizada e dificuldade para emagrecer, hoje tratadas não apenas como questões estéticas, mas como reflexo de fatores metabólicos, hormonais e inflamatórios que exigem avaliação médica completa.
Reconhecida como doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade está relacionada a quadros como hipertensão e diabetes, o que evidencia a necessidade de abordagens além de dietas restritivas ou procedimentos isolados. Estudo da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) também indica que a maior parte da população adulta apresenta excesso de gordura corporal, cenário que amplia a procura por tratamentos que unam segurança, eficácia e resultados duradouros.
Nesse contexto, a medicina estética tem incorporado uma visão mais ampla do paciente, avaliando composição corporal, metabolismo, alterações hormonais, sono, estresse e envelhecimento antes de definir qualquer conduta. É o que descreve a Dra. Paula Tenório, médica com atuação em emagrecimento e estética corporal, com atendimento em Aracaju.
"A medicina evoluiu e hoje temos uma compreensão muito mais ampla do corpo. Sabemos que alterações como celulite, flacidez, gordura localizada e dificuldade para emagrecer não devem ser analisadas apenas sob o ponto de vista estético. Elas podem estar relacionadas à composição corporal, metabolismo, alterações hormonais, inflamação, alimentação, sono, estresse e até ao processo de envelhecimento", enfatiza.
De acordo com a médica, o tratamento não se concentra em uma única região do corpo, mas no paciente como um todo, com o objetivo de melhorar a saúde e, consequentemente, a estética, por meio de estratégias individualizadas que podem incluir mudanças de estilo de vida, terapias endovenosas, correções nutricionais, avaliação hormonal e tecnologias corporais.
Avaliação individual orienta a conduta
Ainda segundo a especialista, duas pessoas podem apresentar a mesma queixa estética e ter causas completamente diferentes. Uma paciente com flacidez, por exemplo, pode ter perda de massa muscular, deficiência nutricional, alterações hormonais ou estar apenas vivenciando o envelhecimento natural. Já a dificuldade para perder gordura pode estar associada à alimentação, ao sono, ao estresse, a medicamentos ou a alterações metabólicas e hormonais. Por isso, antes de indicar qualquer tratamento, a médica afirma que busca compreender o que está por trás da queixa apresentada, para então construir uma estratégia mais segura e coerente com o objetivo do paciente.
"As tecnologias ampliaram muito as possibilidades terapêuticas. Hoje conseguimos atuar de maneira mais direcionada em diferentes características dos tecidos, sempre respeitando a indicação e as necessidades de cada paciente", diz Paula Tenório.
No consultório, ela utiliza o Laser Regenera dentro de uma estratégia individualizada para tratar alterações relacionadas à flacidez e à qualidade dos tecidos, mas pondera que a tecnologia não deve ser vista como uma solução isolada. "O resultado mais consistente acontece quando associamos o recurso tecnológico à avaliação médica, à melhora da composição corporal, à nutrição adequada, ao equilíbrio metabólico e, quando indicado, à avaliação hormonal. A tecnologia potencializa o tratamento, mas não substitui os cuidados com a saúde", completa.
Lipedema exige diagnóstico especializado
O lipedema é uma condição caracterizada pela acumulação anormal e simétrica de gordura subcutânea, especialmente nas pernas e coxas. De acordo com o Jornal da USP, a condição pode atingir até 12% da população feminina adulta no Brasil. Conforme contextualiza a Dra. Paula Tenório, a doença ainda é subdiagnosticada e frequentemente confundida com obesidade ou com alterações puramente estéticas, sendo um dos principais desafios reconhecer o padrão clínico da doença e diferenciá-la de outras causas de aumento de volume nos membros.
Para a médica, o tratamento não deve se concentrar apenas na perda de peso, mas considerar composição corporal, alimentação, atividade física, dor, edema, mobilidade, saúde vascular e o impacto emocional da condição. "O objetivo é reduzir sintomas, preservar funcionalidade, melhorar a composição corporal e, principalmente, devolver qualidade de vida à paciente, e não simplesmente buscar um determinado número na balança", detalha.
A Dra. Paula Tenório também ressalta que resultados sustentáveis não acontecem de forma instantânea e recomenda desconfiar de promessas de transformação corporal em poucos dias ou de técnicas apresentadas como solução única para todos os pacientes, já que o corpo é individual e responde de maneira diferente a cada tratamento. "Um tratamento corporal bem conduzido deve ter indicação médica, metas realistas, acompanhamento e, principalmente, uma estratégia que possa ser mantida ao longo do tempo", acentua.
Saúde e estética não são objetivos excludentes e podem ser trabalhados de forma integrada, combinando acompanhamento nutricional e metabólico, terapias endovenosas, reposição hormonal quando indicada e tecnologias corporais dentro de um planejamento individualizado, avalia a profissional, que prossegue: "O propósito vai além de transformar o corpo: envolve ajudar o paciente a envelhecer com mais saúde, preservar a composição corporal e sentir-se bem com a própria imagem ao longo do tempo".
Para mais informações sobre a Dra. Paula Tenório, basta acessar: https://drapaulatenorio.com/
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