
O Governo de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (15) um novo complexo de Casas Terapêuticas no município de Santo André, no ABC. Com esta entrega, o estado passa a contar com 16 complexos em funcionamento, reafirmando o compromisso do governo com o enfrentamento aos transtornos causados pelo uso de substâncias psicoativas.
O evento contou com a presença da secretária executiva de Desenvolvimento Social, Juliana Armede, do secretário de Desenvolvimento Social de Santo André, Eduardo Leite, e da coordenadora de reintegração social e projetos especiais pela Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD), Levilda Maria Jardim de Oliveira.
Criado na atual gestão, o serviço é destinado a pessoas em situação de rua e com mais de 18 anos de idade. O novo complexo tem capacidade para até 45 vagas rotativas e atenderá ao público masculino. O processo de acolhimento pode durar até dois anos. Para realizar a entrega do serviço, o Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 200 mil na implantação. O custeio será de R$ 2,6 milhões por ano.
“A entrega do Complexo de Casas Terapêuticas reafirma o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com as pessoas que precisam ser vistas, acolhidas e cuidadas. É um trabalho que exige dedicação, respeito e perseverança, mas que se traduz em uma das maiores conquistas: acompanhar a reconstrução de trajetórias, a recuperação da autonomia e o retorno de cada pessoa ao convívio social, com novas possibilidades de vida”, comentou Juliana.
Para Levilda de Oliveira, “cuidar é reconhecer a dignidade de cada pessoa e oferecer condições para que ela volte a acreditar em si mesma e no futuro. Com as Casas Terapêuticas, o Governo de São Paulo fortalece uma política pública que vai além do acolhimento: cria oportunidades para um novo começo, reconstrução de vínculos, recuperar a autonomia e retomar a vida em sociedade”.

O serviço de Casas Terapêuticas conta com psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas, entre outros, e está estruturado em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Durante esse processo, que pode durar até dois anos, os acolhidos reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização, além de participarem de terapias individuais, atividades socioeducativas e culturais. As potencialidades de cada indivíduo também são desenvolvidas com o incentivo para o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho, até a conquista da autonomia, com renda e moradia.
O acompanhamento é dividido em quatro fases, que respeitam a trajetória e as necessidades de cada pessoa. O processo pode durar até dois anos, de acordo com a avaliação da equipe técnica.
Na fase ‘Acolher’, o foco está na construção de uma rotina e no fortalecimento do autocuidado, a partir de um estudo de caso individualizado. Nesse momento, os acolhidos recebem apoio para retomar hábitos cotidianos, como os cuidados com a higiene pessoal, as roupas e a organização do ambiente, além de desenvolver habilidades de convivência e comunicação.
Na etapa ‘Despertar’, são ampliadas as oportunidades de participação em atividades individuais e coletivas, como atendimentos terapêuticos, ações socioeducativas, culturais e de lazer. A fase também contempla iniciativas voltadas ao fortalecimento das habilidades sociais e ao início da construção de projetos de vida individualizados.
A fase ‘Transformar’ é dedicada ao acompanhamento e à revisão desses projetos. Os acolhidos são incentivados a retomar os estudos, desenvolver novas competências e buscar oportunidades de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, respeitando suas particularidades e fortalecendo sua autonomia e reintegração social.
Na última etapa, ‘Caminhar’, o foco está na manutenção das conquistas alcançadas ao longo do processo. Nessa fase, a pessoa passa a viver em uma nova moradia e busca consolidar sua autonomia financeira, com o suporte da equipe interdisciplinar necessário à continuidade do cuidado.
Após a conclusão das quatro etapas, o acolhido continua sendo acompanhado pela equipe técnica por, no mínimo, seis meses. O objetivo é prevenir recaídas, fortalecer a autonomia e apoiar a manutenção dos avanços alcançados durante o acolhimento.
O trabalho é desenvolvido em articulação com outros serviços públicos, especialmente das áreas de saúde, assistência social e educação. Essa integração permite acompanhar diferentes dimensões da trajetória de cada pessoa e ampliar as possibilidades de reinserção social.
Mín. 17° Máx. 22°