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Interesse por graduação e pós no exterior cresce

Pesquisa da Belta aponta avanço na procura por graduação e pós-graduação fora do país, movimento que a Intercultural Intercâmbio, especializada em intercâmbio há 31 anos, associa a uma visão mais estratégica dos jovens sobre carreira, idioma e emp...

10/09/2026 às 16h15
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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A busca de brasileiros por graduação e pós-graduação no exterior avançou nos últimos levantamentos sobre o mercado de intercâmbio, refletindo uma mudança na forma como os jovens planejam a própria carreira. Segundo a Pesquisa Selo Belta 2026, realizada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, a formação acadêmica no exterior corresponde a 23,6% das modalidades de intercâmbio mais desejadas pelos estudantes brasileiros, um dos percentuais mais expressivos do levantamento.

O movimento acompanha a expansão do setor de educação internacional no país. De acordo com dados divulgados pela mesma pesquisa, o mercado brasileiro de intercâmbio movimentou R$ 7 bilhões em 2025, alta de 27,3% em relação aos R$ 5,5 bilhões contabilizados em 2024.

Para Marina Jendiroba, diretora-executiva da Intercultural Intercâmbio, empresa especializada em programas de intercâmbio há 31 anos, o crescimento revela uma leitura mais madura sobre o valor da formação internacional. "Esse crescimento mostra que os brasileiros estão vendo a formação internacional cada vez mais como um investimento na carreira, e não apenas como uma experiência de vida. Os jovens estão pensando de forma mais global, buscando qualificação, networking, novas oportunidades e diferenciais para o mercado de trabalho", afirma.

Fatores que impulsionam a procura

Entre os elementos que explicam esse cenário, Marina Jendiroba cita três fatores centrais. "Eu vejo três fatores principais: a busca por uma formação de qualidade, o desenvolvimento do idioma e a preocupação com a carreira. Cada vez mais, estudantes e famílias enxergam a experiência internacional como um investimento que pode ampliar oportunidades, networking e empregabilidade no futuro", explica a diretora-executiva da Intercultural.

A executiva também destaca que a trajetória profissional de quem opta por cursar graduação, pós-graduação, extensão ou cursos vocacionais fora do Brasil costuma ser transformada pela experiência. Segundo ela, "para quem escolhe fazer o ensino superior no exterior, a experiência pode transformar a trajetória profissional. Além de uma formação acadêmica diferenciada, o estudante desenvolve o idioma, amplia o networking e tem contato com diferentes culturas e mercados. É uma forma de se preparar para uma carreira mais global e ampliar as possibilidades profissionais no futuro".

Critérios na escolha da instituição e do destino

O planejamento de um programa acadêmico internacional costuma exigir orientação especializada, já que envolve decisões sobre instituição, curso, idioma e custos. De acordo com Marina Jendiroba, o primeiro passo consiste em compreender o perfil do estudante. "O primeiro passo é entender o perfil e o objetivo do estudante: qual área ele quer estudar, em que momento acadêmico se encontra, quais são seus planos de carreira e o que busca com essa experiência", ressalta.

A diretora acrescenta que a definição da instituição também leva em conta "quais cursos se encaixam no plano acadêmico dele(a), requisitos de admissão, como nível de idioma, quais os custos envolvidos e a possibilidade de recebimento de bolsas, bem como as oportunidades profissionais em cada destino".

Fundada em 1995, em Florianópolis, a partir da experiência internacional vivida pelo fundador da empresa ainda em 1971, a Intercultural Intercâmbio nasceu com o propósito de conectar pessoas ao mundo por meio de programas de estudo, trabalho e turismo internacional. Ao longo de três décadas, a companhia familiar consolidou atuação em mais de 40 países, oferecendo desde cursos de idiomas até programas de graduação, pós-graduação, extensão e cursos vocacionais no exterior.

Perspectivas para os próximos anos

Para Marina Jendiroba, a tendência de crescimento deve se manter nos próximos anos, à medida que mais jovens brasileiros passam a considerar a formação internacional parte do planejamento de carreira. "Eu acredito que esse interesse tende a crescer ainda mais nos próximos anos, principalmente porque os jovens estão enxergando a formação internacional como um investimento na carreira. O principal desafio ainda é tornar esse caminho mais acessível, especialmente em relação aos custos, bolsas e ao acesso à informação. Existem oportunidades, mas muitas famílias ainda não sabem que elas existem ou como começar", pondera a diretora-executiva.

O aumento da procura por graduação e pós-graduação no exterior acompanha, assim, uma mudança de comportamento entre os jovens brasileiros, que passam a tratar a experiência internacional como etapa estratégica da formação profissional e da construção de uma carreira mais global. O acesso à informação qualificada e a orientação personalizada seguem como fatores determinantes para transformar esse interesse em decisão concreta.

Para mais informações, basta acessar: https://www.intercultural.com.br/

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