
O setor de saúde chega ao Saúde Business Fórum 2026 sob a responsabilidade de conciliar eficiência operacional e qualidade assistencial em um cenário de escassez de mão de obra qualificada.
Previsto para agosto, em Costa do Sauípe, na Bahia, o encontro reúne presidentes e diretores de hospitais, operadoras e laboratórios e coloca a gestão da força de trabalho no centro das discussões. Entre as empresas presentes está a SISQUAL® WFM, especializada em soluções de Workforce Management (gestão da força de trabalho), que atua no país há 15 anos e está em mais de 750 hospitais.
A automação de escalas, o controle de jornada e a análise de dados ganham protagonismo em um momento no qual muitas instituições ainda dependem de processos manuais para organizar equipes. Esse modelo dificulta a adaptação às demandas diárias, eleva custos e contribui para a sobrecarga dos profissionais — fatores que ajudam a explicar o avanço do absenteísmo e do esgotamento no setor.
O tamanho do desafio aparece nos números. Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), State of the World's Nursing 2025, o déficit global de profissionais de enfermagem deve chegar a 4,1 milhões de vagas não preenchidas até 2030, sobretudo nas regiões mais pobres do planeta.
À escassez soma-se o desgaste das equipes. Um estudo epidemiológico publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho (RBMT) identificou aumento da prevalência da síndrome de burnout no país entre 2014 e 2024, com maior impacto nas grandes cidades. O esgotamento, reconhecido pela OMS como fenômeno ligado ao trabalho, tem entre suas causas a carga excessiva de tarefas e as escalas mal dimensionadas, pontos diretamente relacionados à forma como as jornadas são planejadas.
Para José Pedro Fernandes, Executive Vice President da SISQUAL® WFM, o principal desafio das instituições é equilibrar a qualidade do atendimento com a pressão sobre os recursos humanos. "As instituições de saúde enfrentam escassez de profissionais, aumento da procura por serviços, legislação trabalhista cada vez mais complexa e níveis elevados de burnout e absentismo", afirma.
Segundo o executivo, garantir escalas equilibradas, que atendam às necessidades operacionais sem comprometer o bem-estar das equipes, tornou-se essencial.
Tecnologia a serviço das pessoas
Fernandes defende que as ferramentas de Workforce Management transformam a gestão de pessoal em um processo estratégico. "Ao automatizar a elaboração das escalas, controlar jornadas, garantir conformidade com a legislação e otimizar a alocação de profissionais de acordo com a demanda assistencial, essas ferramentas reduzem custos operacionais e aumentam a produtividade", explica.
Ele acrescenta que a consulta a horários, as trocas de turno e o acompanhamento da jornada por aplicativos ampliam a autonomia do colaborador e fortalecem o engajamento das equipes.
O vice-presidente aponta ainda a inteligência de dados como base para decisões mais precisas. Indicadores de ocupação, produtividade, absenteísmo, horas extras e custos de pessoal, segundo ele, permitem identificar oportunidades de melhoria, antecipar riscos e planejar com mais rigor. "Em um cenário cada vez mais desafiador, dados confiáveis são um diferencial competitivo", diz. Para o executivo, esse uso analítico contribui para uma utilização mais eficiente dos recursos e para a sustentabilidade financeira das organizações.
Entre as tendências que devem marcar o Saúde Business Fórum 2026, Fernandes destaca a inteligência artificial, a análise preditiva e a valorização da experiência do colaborador. "Existe uma consciência crescente de que investir em ambientes de trabalho mais flexíveis, com escalas mais humanizadas e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal, é fundamental para atrair e reter talentos", avalia. Nesse contexto, a tecnologia deixaria de ser apenas um instrumento de eficiência para apoiar a valorização das pessoas.
O debate reflete uma mudança de mentalidade entre as lideranças do setor, que passaram a tratar a gestão de pessoas como fator estratégico para a sustentabilidade das organizações, e não mais como uma atividade apenas operacional. Ao reunir tecnologia, planejamento e valorização dos profissionais, a expectativa é que hospitais e clínicas ganhem eficiência sem perder de vista o bem-estar das equipes e a segurança dos pacientes, equação que tende a orientar a próxima etapa da transformação digital na saúde.
Para saber mais, basta acessar o site da SISQUAL® WFM: https://www.sisqualwfm.com/pt-br/
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