
O sistema financeiro brasileiro vive uma nova etapa de digitalização. Após a consolidação do Pix como principal meio de pagamento instantâneo do país, as atenções do mercado se voltam para o Drex, projeto de moeda digital desenvolvido pelo Banco Central que promete ampliar a eficiência das transações ao permitir a liquidação programável de ativos e contratos.
Para Paulo Consulin, especialista da Global 384, o potencial do Drex vai além da conveniência já proporcionada pelo Pix ao consumidor final. Enquanto o sistema de pagamentos instantâneos revolucionou transferências, cobranças e movimentações do dia a dia, o Drex foi concebido para enfrentar desafios presentes em transações mais complexas, envolvendo ativos como imóveis, veículos, títulos e contratos.
"O grande diferencial do Drex está na possibilidade de programar regras para que diferentes etapas de uma transação aconteçam de forma simultânea e automática. Isso reduz a necessidade de processos intermediários, aumenta a segurança das operações e traz mais eficiência para atividades que ainda dependem de etapas burocráticas", explica.
Segundo o especialista, a utilização de contratos inteligentes poderá reduzir significativamente os riscos operacionais e de liquidação. Na prática, a transferência de um ativo e o respectivo pagamento passam a ocorrer de forma sincronizada, diminuindo incertezas para todas as partes envolvidas na negociação.
Esse avanço ocorre sobre uma infraestrutura financeira que já demonstra elevada capacidade de processamento. Dados do Banco Central mostram que o Pix registrou recorde de 224,2 milhões de transações em um único dia, além de movimentar bilhões de operações mensalmente, consolidando-se como uma das maiores plataformas de pagamentos instantâneos do mundo. A capacidade de suportar esse volume reforça a maturidade tecnológica do sistema financeiro brasileiro e cria bases importantes para a evolução de iniciativas como o Drex.
Na avaliação de Consulin, a digitalização dos processos tende a gerar impactos positivos para empresas, instituições e consumidores ao longo dos próximos anos.
"À medida que as transações se tornam mais automatizadas e seguras, o mercado ganha eficiência, reduz custos operacionais e cria condições para o desenvolvimento de novos modelos de negócio. O Drex representa mais um passo na construção de um ambiente cada vez mais moderno, integrado e preparado para as demandas da economia digital", conclui.
Sobre a Global 384
A Global 384 é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil, com operações iniciadas em 2009. Com foco na evolução do sistema financeiro, a companhia se posiciona atualmente como uma plataforma de Banking as a Service (BaaS), conectando sua infraestrutura regulatória a empresas de tecnologia e software houses que integram serviços financeiros às suas soluções.
Sob a liderança de Paulo Consulin, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito (ABSCM), a instituição financeira já realizou mais de R$ 1 bilhão em operações de crédito e processa cerca de R$ 640 milhões em transações bancárias por mês, atendendo indiretamente mais de 60 mil clientes em todo o país.
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