
O mercado financeiro brasileiro vive um ciclo de expansão, impulsionado pela digitalização dos serviços, pelo avanço das fintechs e pela evolução das normas aplicáveis às instituições reguladas. Esse movimento também se reflete na indústria de fundos de investimento, que alcançou R$ 10,8 trilhões em patrimônio líquido ao final do primeiro trimestre de 2026, segundo a ANBIMA. No mesmo período, a captação líquida somou R$ 159,2 bilhões, o melhor resultado para um primeiro trimestre nos últimos cinco anos.
Dados da Comissão de Valores Mobiliários mostram ainda que, ao final de 2025, o Brasil possuía 32.667 fundos de investimento registrados sob a Resolução CVM 175. O marco regulatório modernizou a estrutura da indústria e ampliou responsabilidades de participantes como administradores, gestores e prestadores de serviços.
A expansão desse mercado tem ampliado a demanda por auditoria e consultoria com maior especialização setorial. Nesse contexto, a MERC foi criada para atender instituições financeiras e estruturas do mercado de capitais.
Fundada pelos executivos Bruno Zamboni e Gabriel Carolei, com mais de uma década de experiência em auditoria, consultoria e transações corporativas no setor financeiro, a empresa aposta em um modelo baseado em especialização, proximidade com os clientes e inteligência artificial aplicada à auditoria.
A iniciativa surge em um momento de transformação do sistema financeiro nacional, impulsionado pela digitalização dos serviços financeiros, pela expansão das fintechs, pelo crescimento da indústria de fundos de investimento e pela evolução contínua das normas regulatórias.
Antes da criação da MERC, os fundadores participaram da estruturação e da expansão de operações relevantes de auditoria e consultoria voltadas ao mercado financeiro, incluindo projetos ligados ao desenvolvimento de empresas globais no Brasil. Agora, decidiram construir uma empresa brasileira concebida desde sua origem para atender esse segmento.
"Durante anos, ajudamos a construir e fortalecer marcas internacionais no Brasil. Essa experiência nos trouxe muito conhecimento, mas também deixou clara uma oportunidade: o mercado brasileiro precisava de uma firma que não fosse apenas uma extensão de um modelo estrangeiro, mas que tivesse sido criada aqui, com conhecimento profundo da nossa realidade, das nossas instituições e dos desafios de quem faz negócios no país. A MERC nasce dessa convicção: o Brasil tem capacidade técnica, talento e tecnologia para construir uma auditoria de excelência com identidade própria", afirma Gabriel Carolei, sócio-fundador da MERC.
Especialização em ambiente regulatório complexo
A MERC atenderá bancos, instituições financeiras múltiplas, instituições de pagamento, sociedades de crédito direto, companhias financeiras, securitizadoras, distribuidoras, gestoras de recursos, cooperativas de crédito, fundos de investimento e demais participantes do sistema financeiro e do mercado de capitais.
Entre as áreas de atuação estão auditoria das demonstrações financeiras, auditoria interna, consultoria técnica contábil e financeira, due diligence, assessoria em fusões e aquisições, governança corporativa, reorganizações societárias, adequação regulatória e captação de recursos.
Segundo os fundadores, essa especialização torna-se relevante em um ambiente supervisionado pelo Banco Central do Brasil e pela CVM, no qual mudanças regulatórias impactam contabilidade, controles internos, gestão de riscos, estrutura de capital e processos de governança das instituições.
"O avanço da regulação traz mais segurança e maturidade para o mercado, mas também aumenta a responsabilidade técnica das instituições e de seus prestadores de serviços. Não basta conhecer auditoria de forma ampla. É necessário compreender como cada norma afeta a operação, os controles, os riscos e as demonstrações financeiras de uma instituição regulada", afirma o sócio Bruno Zamboni.
Inteligência artificial aplicada à auditoria
A aplicação de inteligência artificial em auditoria acompanha um movimento mais amplo de uso de tecnologia para análise de dados, identificação de padrões e apoio à avaliação de riscos. Na MERC, as ferramentas proprietárias foram desenvolvidas para automatizar atividades operacionais, analisar grandes volumes de informações e apoiar as equipes técnicas na identificação de pontos que exigem revisão mais aprofundada.
"A inteligência artificial representa uma mudança importante na forma como a auditoria será executada nos próximos anos. Ela elimina tarefas repetitivas, acelera análises e amplia nossa capacidade técnica. Mas o julgamento profissional continua sendo insubstituível. A tecnologia existe para fortalecer a qualidade da auditoria e permitir que nossos especialistas dediquem mais tempo ao que realmente gera valor para o cliente", afirma Carolei.
Segundo a empresa, o objetivo é permitir que os profissionais dediquem mais tempo à avaliação de riscos, interpretação de normas, análise de estimativas contábeis e compreensão do modelo de negócio das instituições auditadas.
Conhecimento internacional adaptado ao Brasil
Embora seja uma empresa brasileira, a MERC mantém relacionamento com especialistas e instituições internacionais para acompanhar tendências técnicas e boas práticas desenvolvidas em outros mercados. Segundo os fundadores, esse conhecimento é interpretado à luz da realidade regulatória brasileira, em vez de simplesmente replicado.
Para os fundadores, o amadurecimento do sistema financeiro brasileiro, aliado ao aumento da complexidade regulatória, ao crescimento da indústria de fundos e à evolução do mercado de capitais, amplia o espaço para empresas especializadas. A proposta da MERC é atuar como uma firma brasileira voltada à realidade técnica, contábil e regulatória das instituições financeiras e estruturas do mercado de capitais.
Sobre a MERC
A MERC Group é uma empresa brasileira especializada em auditoria, consultoria financeira, due diligence e assessoria em transações para instituições financeiras e estruturas do mercado de capitais. Com sede em São Paulo, atende bancos, instituições de pagamento, companhias financeiras, sociedades de crédito direto, securitizadoras, gestoras de recursos, fundos de investimento e demais participantes do sistema financeiro brasileiro.
Mín. 8° Máx. 24°