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Projeto usa inteligência artificial para identificar áreas de risco de dengue

Para investigar esse fenômeno, o Instituto trabalha em projeto de pesquisa que pretende integrar inteligência artificial, dados climáticos, indicad...

07/07/2026 às 13h07
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Para investigar esse fenômeno, o Instituto trabalha em projeto de pesquisa que pretende integrar inteligência artificial, dados climáticos, indicadores ambientais, infraestrutura urbana e percepção da população sobre vacinação para desenvolver um sistema capaz de identificar áreas de maior risco para a transmissão da dengue em São Paulo. O objetivo é compreender de forma integrada como fatores climáticos, condições urbanas e a aceitação da vacina interagem entre si para influenciar os surtos de dengue.

A iniciativa é coordenada pelo pesquisador Mauro César Cafundó de Morais, líder do Laboratório de Clima e Saúde do IPSP, e reúne parceiros nacionais e internacionais, incluindo o Institut Pasteur de Paris.

Além das variáveis climáticas tradicionais, como temperatura e umidade, os pesquisadores pretendem analisar fatores ainda pouco explorados em estudos epidemiológicos, como ilhas de calor urbanas, acesso à água, coleta de esgoto e cobertura de serviços urbanos.

A hipótese é que a convergência desses elementos possa ajudar a explicar por que determinadas regiões apresentam incidências mais elevadas de dengue mesmo quando comparadas a áreas vizinhas submetidas às mesmas condições sazonais.

Dengue continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Dengue continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Mapas de risco em escala de bairro

Uma das principais inovações do projeto é o desenvolvimento de modelos capazes de gerar mapas de risco em alta resolução espacial. Enquanto muitos sistemas atuais trabalham com dados agregados para cidades inteiras ou grandes regiões, a proposta do IPSP é identificar padrões em escalas muito menores, chegando ao nível de bairros e, futuramente, de quarteirões.

A abordagem poderá contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos públicos destinados ao combate à dengue.

A expectativa é que os modelos também permitam o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce, auxiliando gestores públicos a antecipar medidas de prevenção antes que os surtos atinjam grandes proporções.

Escuta social e confiança na vacinação

Outro eixo do projeto envolve o monitoramento de redes sociais para compreender como a população percebe a nova vacina contra a dengue recentemente incorporada às estratégias de prevenção no país.

A técnica, conhecida como escuta social, busca identificar dúvidas, preocupações e percepções dos cidadãos a partir de conteúdos publicados em plataformas digitais. O objetivo não é verificar informações individualmente, mas compreender tendências coletivas de comportamento e confiança relacionadas à vacinação.

O estudo também pretende analisar a percepção de profissionais de saúde, considerados atores fundamentais na recomendação de vacinas e na construção da confiança pública.

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