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Casos de câncer de rim podem crescer quase 80% no Brasil até 2050 

Campanha Junho Verde alerta para fatores de risco associados à doença, que costuma evoluir de forma silenciosa e tem relação com obesidade, hipertensão, sedentarismo e tabagismo 

26/06/2026 às 10h24
Por: Redação
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Casos de câncer de rim podem crescer quase 80% no Brasil até 2050 

O Brasil deve registrar um aumento expressivo nos casos de câncer de rim nas próximas décadas. Segundo estimativas da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da doença pode crescer cerca de 79% até 2050 no país. O dado reforça a importância da conscientização sobre a doença, tema da campanha Junho Verde, dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce dos tumores renais. 
 
Embora esteja entre as dez neoplasias mais frequentes no mundo, o câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e apresentar poucos sintomas em suas fases iniciais. “Em muitos casos, o diagnóstico ocorre durante exames realizados por outros motivos. Quando surgem, os sinais podem incluir sangue na urina, fadiga, perda de peso sem causa aparente e dor persistente na região lombar”, explica o oncologista Carlos Fruet. 
 
Diferentemente de outros tipos de câncer, não existe um programa de rastreamento populacional específico para o de rim. “A identificação dos fatores de risco e o acompanhamento médico são fundamentais, especialmente entre pessoas com maior predisposição para a doença”, comenta o médico.
 
Obesidade, hipertensão arterial, tabagismo e sedentarismo estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da neoplasia de rim. A incidência também é mais comum após os 50 anos e apresenta maior ocorrência entre os homens. 
 
“Quando identificado precocemente, a chance de cura é alta. Em muitos casos, a cirurgia é suficiente para a remoção do tumor, preservando parcial ou totalmente a função renal. Já nos quadros mais avançados, podem ser indicadas terapias complementares, como imunoterapia, terapias-alvo e outras abordagens definidas de acordo com as características da doença”, reforça Carlos Fruet.

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