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Falhas na rotina elevam riscos de segurança em condomínios

Excesso de confiança, ausência de protocolos e falhas operacionais estão entre as principais vulnerabilidades na segurança condominial, aponta dire...

22/04/2026 às 10h56
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Foto: Freepik
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A sensação de segurança em condomínios pode ser ilusória. Apesar da presença de porteiros e sistemas de controle de acesso, falhas simples na rotina continuam sendo uma das principais portas de entrada para ocorrências. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos em residências, 26.544 em estabelecimentos comerciais e 329.856 de pessoas transeuntes. Os números evidenciam que crimes patrimoniais seguem recorrentes mesmo em ambientes considerados protegidos.

Para Fabiano Fernandes, especialista em segurança patrimonial e diretor do Grupo Bravo Te, o maior risco está justamente na falsa sensação de controle. "Na maioria dos casos, não falta estrutura, faltam processos. A rotina gera confiança excessiva, e regras básicas deixam de ser seguidas. É nesse ponto que surgem as vulnerabilidades", afirma.

Erros que aumentam o risco no dia a dia

Sem processos bem definidos, a segurança varia conforme o turno ou o profissional responsável, reduzindo a previsibilidade e abrindo brechas. "A segurança não pode depender exclusivamente da atenção de uma pessoa. É preciso ter procedimento, tecnologia e gestão. Quando isso não acontece, o sistema fica vulnerável, mesmo que exista estrutura aparente", explica Fabiano.

Presença física não é garantia de segurança

Um dos equívocos mais comuns, segundo o especialista, é acreditar que a presença física na portaria é suficiente para garantir proteção. "A presença ajuda, mas não resolve sozinha. Se não houver controle de acesso estruturado, registro de informações e acompanhamento da operação, o risco continua existindo. Segurança é processo, não apenas presença", diz.

Além das falhas operacionais, o comportamento dos próprios moradores pode contribuir para situações de risco. Entre os exemplos mais comuns estão a liberação de entrada para desconhecidos, compartilhamento de acessos e descuido com regras básicas do condomínio.

Com a tecnologia presente no setor, com soluções como monitoramento remoto, controle de acesso digital e sistemas integrados. No entanto, o especialista Fabiano reforça que a tecnologia, por si só, não resolve o problema.

"A tecnologia é uma ferramenta importante, mas precisa estar integrada a processos e à gestão. Quando bem aplicada, ela aumenta o controle e reduz falhas. Quando não, vira apenas um recurso subutilizado", frisa Fernandes.

Caminho passa por gestão e conscientização

Para reduzir riscos, a recomendação é investir na estruturação de processos, treinamento das equipes e conscientização dos moradores.

"A segurança começa no comportamento e se sustenta na gestão. Quando existe clareza de procedimentos e responsabilidade compartilhada, o nível de proteção aumenta de forma consistente", conclui.

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