
A manhã desta sexta-feira, 14, marcou uma das maiores ações já realizadas contra o crime organizado na região de Franca. Em uma operação conjunta entre o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Polícia Militar, forças de segurança cumpriram mandados em 10 municípios, prenderam 22 suspeitos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e registraram a morte de um investigado durante o cumprimento de ordens judiciais.
A ofensiva, realizada de forma simultânea, mobilizou cerca de 200 policiais, 62 viaturas, 5 cães farejadores, 5 drones, além do helicóptero Águia, que deu suporte aéreo às equipes. Mandados também foram cumpridos em cidades como Cristais Paulista, Jeriquara, Altinópolis, Cravinhos, Matão, Ribeirão Preto, Ituverava, São Carlos, Patrocínio Paulista, Miguelópolis, Delfinópolis (MG) e Uberlândia (MG).
No City Petrópolis, em Franca, um homem foi baleado e morreu durante o cumprimento de um mandado de prisão. A ocorrência aconteceu na Rua Oswaldo David e envolveu equipes do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).
Segundo o comandante do Policiamento do Interior 3 (CPI-3), coronel Rodrigo Quintino, o homem reagiu à abordagem.
“No momento em que os policiais adentraram a residência para cumprir o mandado de prisão, ele reagiu e atentou contra a vida dos policiais”, afirmou. O coronel destacou que todos os policiais militares saíram ilesos.
Além da morte, a operação resultou na prisão de um homem no Jardim Paulistano II, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. O monitoramento aéreo do helicóptero Águia permitiu identificar movimentações em diferentes bairros, apoiando equipes em solo.
De acordo com Quintino, a operação envolveu entre 8 e 10 pontos de atuação somente em Franca, apesar de parte da mobilização estar concentrada na zona norte.
A megaoperação é resultado de uma investigação ampla conduzida pelo Gaeco – Núcleo de Franca, que identificou uma estrutura organizada e hierarquizada vinculada ao PCC. Segundo o Ministério Público, o grupo operava em atividades como:
tráfico de drogas;
agiotagem;
lavagem de dinheiro;
imposição de regras internas, chamadas de “disciplina do comando”;
execução de decisões por meio dos chamados “tribunais do crime”;
logística e cobrança;
difusão de diretrizes e comunicação interna da facção.
O material reunido na investigação inclui grande volume de mensagens, áudios, arquivos e dados coletados de dispositivos eletrônicos. O Judiciário autorizou o acesso ao conteúdo dos celulares apreendidos, considerado essencial para avançar no mapeamento das ramificações criminosas.
Ao todo, foram expedidos 33 mandados de prisão temporária, com prazo inicial de 30 dias, e diversas ordens de busca e apreensão.
O Gaeco batizou parte da ofensiva como Operação Prisma, em referência ao instrumento capaz de decompor um único feixe de luz em diferentes cores. A analogia representa o processo de identificação e separação de funções exercidas pelos integrantes da facção na região — um conjunto de atividades que, juntas, sustentavam a estrutura criminosa.
“Assim como um prisma revela elementos antes imperceptíveis, a investigação permitiu compreender as ramificações e setores que compunham a atuação da organização criminosa”, destacou o Ministério Público.
O balanço oficial das apreensões ainda está sendo consolidado, mas já inclui:
celulares;
computadores;
cadernos de anotações do tráfico;
drogas;
balanças de precisão.
Segundo Quintino, o resultado reflete a eficiência das equipes:
“É uma avaliação extremamente positiva. Nossos policiais são verdadeiros heróis no combate ao crime organizado.”
A operação seguirá ao longo do dia e pode resultar em novos cumprimentos de mandados e prisões.
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