
A Câmara Municipal de Franca realiza na próxima quinta-feira, 6 de novembro, às 19h30, uma Audiência Pública para discutir as condições estruturais e de segurança dos conjuntos habitacionais da CDHU localizados nos bairros Vicente Leporace, Jardim Paraty, Jardim Alvorada e City Petrópolis.
O encontro foi proposto pelo vereador Walker Bombeiro da Libras (PL) e tem como objetivo reunir moradores, representantes do Executivo e do Ministério Público em busca de soluções conjuntas para os problemas enfrentados pelas famílias.
Moradores têm relatado diversas dificuldades, como fiações improvisadas, infiltrações, caixas d’água sujas e falta de manutenção. Além dos transtornos, há riscos à segurança — em julho, um incêndio provocado por curto-circuito quase destruiu o apartamento de Renata Aparecida Brancalhoni, moradora do conjunto desde 2009.
O caso mobilizou a comunidade e reacendeu o debate sobre a responsabilidade do poder público na conservação dos imóveis. Segundo Walker, a situação exige uma ação coordenada. “O diálogo entre os moradores, o Legislativo, o Executivo e o Ministério Público é essencial para garantir uma resposta efetiva e permanente”, afirmou o parlamentar.
Moradores e comerciantes do bairro também devem participar da audiência. O comerciante Jocelio Ademir da Silva, conhecido como Silvinho, defende que as melhorias precisam acontecer não apenas dentro dos prédios, mas também no entorno das moradias.
A audiência será aberta ao público e transmitida pelos canais oficiais da Câmara. Para Walker, o encontro representa um passo importante na busca por moradia digna. “Queremos ouvir as famílias, registrar as demandas e construir, junto com o poder público, um plano de recuperação dos conjuntos habitacionais”, completou.
Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) informou que os conjuntos Vicente Leporace e City Petrópolis/Jardim Alvorada foram entregues há cerca de três décadas, e, portanto, já superaram o prazo de garantia contratual de cinco anos. A Companhia destacou que sua responsabilidade se restringe à correção de vícios construtivos dentro desse período.
A CDHU reforçou ainda que a manutenção e conservação das áreas comuns e das instalações internas são atribuições da gestão condominial. Durante o processo de ocupação e acompanhamento pós-ocupação, as famílias recebem orientações técnicas e sociais sobre cuidados e boas práticas de manutenção dos imóveis.
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