Domingo, 18 de Outubro de 2026
17°C 26°C
Franca, SP
Publicidade

Palestra “Indicação Geográfica: Sabores da Alta Mogiana” destaca o valor do café regional durante a Feira Alta Café

AMSC convidou o público a descobrir os sabores e a história por trás dos cafés especiais da Alta Mogiana

10/04/2025 às 13h40 Atualizada em 11/04/2025 às 06h58
Por: Redação
Compartilhe:
Fotos: Marcos Limonti/ Divulgação Alta Café
Fotos: Marcos Limonti/ Divulgação Alta Café

Durante os dois primeiros dias da Alta Café 2025, a barista e gestora da Associação de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC), Martha Grill, conduziu uma verdadeira imersão sensorial e histórica pelos sabores região, durante palestra realizada na Arena Experiência, desenvolvida em parceria com o Sebrae-SP.

Ela apresentou ao público o impacto da Indicação Geográfica (IG) na valorização do café brasileiro, sendo um diferencial que vai além do sabor, contando a história e protegendo a identidade de um território.

“Não tem nesse Brasil café tão doce quanto o da Alta Mogiana. E não é só doce. É doce com consistência, volume e sustentabilidade”, afirma Martha.

A Alta Mogiana, região que engloba 23 municípios entre São Paulo e Minas Gerais, é reconhecida há mais de dois séculos por produzir cafés de qualidade superior. Mas foi com o trabalho de valorização de muitas entidades, entre elas a AMSC, que esse reconhecimento passou a ter nome, selo e rastreabilidade.

A IG da Alta Mogiana permite que cada lote de café produzido seja identificado com QR Code, que leva a uma plataforma nacional com dados do produtor, origem, características sensoriais e a história por trás do grão.

Um café doce e que vale ouro

A valorização proporcionada pela IG impressiona: enquanto uma saca de café comum pode valer cerca de R$ 2.500, o campeão da região foi vendido por impressionantes R$ 25 mil a saca. “Isso chama atenção do mundo. Mostra que aqui tem algo especial acontecendo”, destaca a gestora.

Durante a palestra, que é realizada em paralelo com uma degustação orientada, os participantes experimentaram cafés de diferentes municípios da Alta Mogiana. Cada amostra evidenciava um atributo – acidez, corpo, doçura ou retrogosto – e comprovava na prática o que a gestora defende: a região produz cafés únicos, ano após ano, com qualidade consistente.

A força da história e da união

Além da qualidade do solo e do clima, Martha lembra que o valor do café da Alta Mogiana também está na história: “Durante a Segunda Guerra, foi o único café brasileiro que não sofreu deságio. Há 200 anos o nosso café já era considerado superior”, explica. E agora, a IG resgata essa memória e a transforma em diferencial competitivo no mercado global.

Ela também destacou o papel inclusivo da AMSC, que promove desde cursos e workshops até concursos de qualidade, envolvendo produtores de todos os tamanhos. “Esse trabalho é pra todo mundo, não só pra quem pode pagar. A indicação geográfica é ferramenta de democratização da valorização”.

Esta palestra se repete mais duas vezes no último dia da Feira Alta Café, nesta quinta-feira, 10 de abril. Interessados em acompanhar e degustar devem se dirigir à Arena Experiência Alta Mogiana às 16h.

O evento estará aberto para receber os visitantes entre 8:00 e 17:00. A entrada é gratuita.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Franca, SP
16°
Parcialmente nublado

Mín. 17° Máx. 26°

16° Sensação
3.31km/h Vento
85% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h36 Nascer do sol
06h12 Pôr do sol
Seg 28° 15°
Ter 27° 17°
Qua 31° 17°
Qui 27° 16°
Sex 20° 17°
Atualizado às 05h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,07 +0,00%
Euro
R$ 5,71 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 440,586,85 +0,45%
Ibovespa
205,430,33 pts 0.54%