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“Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro?” (Sl 120,1)

Em mensagem inspirada nas Escrituras, bispo destaca que rezar é um ato de comunhão com Deus e um caminho de constância espiritual

18/10/2025 às 08h00 Atualizada em 18/10/2025 às 08h03
Por: Redação
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“Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro?” (Sl 120,1)

"Jesus contou aos discípulos a parábola" da viúva persistente e do "juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum", "para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre" (cf. Lc 18, 1-8). Se o juiz, que era injusto,  acolheu e atendeu o pedido de justiça da insistente e pobre viúva, quanto mais Deus, que é bom, justo e misericordioso, atende aos nossos pedidos!

A oração é uma realidade fundamental em nossa vida, pois é o meio de se entrar em comunhão com o Senhor. Ela é tão ou mais importante do que outra ou qualquer atividade humana. Sem essa experiência, ficamos às escuras sobre Deus e sobre nós mesmos.

Rezar é mais obra de Deus, do que esforço humano: "O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir" (Rm 8,26), mas precisamos fazer o nosso caminho e aprender a orar. Como encontramos resistências e dificuldades, Jesus nos aconselha a perseverança, a vigilância e a persistência na prática da oração. Ele é o nosso modelo, pois foi uma pessoa de profunda comunhão com o Pai.

Devemos "orar sem cessar" (1 Ts 5,17), orar bem, e sempre. Por isso são necessários a boa vontade e o empenho. O Pai convida, se revela, se oferece, se doa, toma a iniciativa do encontro, pois a comunhão é a sua natureza: a nós, pobres criaturas, seus filhos e filhas, cabe ouvir e seguir a sua voz, refazer o caminho, ter paciência, mortificação interna e fidelidade. Nunca devemos desistir da oração por causa de nossas dificuldades e nossos pecados, pois deixar a oração, é perder o caminho.

"O Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?" (Lc 18,8).
Perseverança foi a atitude de Moisés na sua oração de intercessão na montanha, de braços erguidos, enquanto Josué e seus homens combatiam os amalecitas (cf. Ex 17,8-13). Firmeza, insistência e paciência,  pediu Paulo ao discípulo Timóteo na pregação da Palavra, pois: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra" (2 Tm 3,16).

"Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e a terra!" (Sl 120,2).
Minhas orações a todos. 


Dom Paulo Beloto

Bispo de Franca

 

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