Sexta, 19 de Junho de 2026
10°C 24°C
Franca, SP
Publicidade

Acromatopsia: conheça a condição rara de quem não enxerga cores

Médico oftalmologista da Hapvida explica causa da doença e a diferença com o daltonismo

08/10/2025 às 10h47
Por: Redação
Compartilhe:
Acromatopsia: conheça a condição rara de quem não enxerga cores

Imagine viver em um mundo onde tudo é visto em preto, branco e tons de cinza. Para pessoas com acromatopsia, essa é a realidade diária. Trata-se de uma condição visual rara, hereditária, que provoca a perda total ou quase total da percepção das cores, afetando cerca de 1 a cada 30 mil pessoas.

A acromatopsia, também conhecida como cegueira de cores, é causada por alterações genéticas que afetam os cones da retina — células responsáveis por detectar as cores. A doença é transmitida de forma autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar dois genes alterados, um de cada progenitor, para manifestar os sintomas.

Segundo o médico oftalmologista da Hapvida, Breno Reis Almeida, a acromatopsia costuma ser identificada ainda na infância. “Geralmente, os sinais aparecem antes dos dois anos de idade, com sintomas como sensibilidade extrema à luz, movimentos involuntários dos olhos (nistagmo) e baixa acuidade visual”, explica.

Além da cegueira para cores, os pacientes com acromatopsia enfrentam dificuldade para enxergar em ambientes muito iluminados e apresentam visão embaçada. Em alguns casos, há uma forma parcial da doença, em que a pessoa consegue distinguir poucas cores, dependendo do grau de funcionamento residual dos cones.

Diferente do daltonismo — em que há uma dificuldade em perceber determinadas cores, como vermelho e verde —, a acromatopsia representa uma perda mais intensa e abrangente da visão colorida.

“Apesar de não ter cura, a acromatopsia pode ser gerenciada com o uso de óculos com filtros especiais ou lentes de contato filtrantes, que ajudam a reduzir a fotofobia e a melhorar o contraste. Além disso, dispositivos eletrônicos adaptativos e auxílios visuais também podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, ressalta o oftalmologista da Hapvida.

A condição pode afetar homens e mulheres de qualquer origem, mas tem maior incidência em comunidades com alta taxa de casamentos entre parentes, devido à maior probabilidade de herança genética recessiva.

Em um mundo construído com base nas cores, viver sem elas impõe desafios diários. No entanto, com diagnóstico precoce e o suporte adequado, é possível adaptar-se e levar uma vida com mais conforto e independência.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Franca, SP
19°
Parcialmente nublado

Mín. 10° Máx. 24°

18° Sensação
2.37km/h Vento
57% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h44 Nascer do sol
05h37 Pôr do sol
Sáb 26° 14°
Dom 26° 14°
Seg 27° 16°
Ter 20° 13°
Qua 20°
Atualizado às 19h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 -0,12%
Euro
R$ 5,91 -0,12%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 345,303,80 +0,58%
Ibovespa
168,333,61 pts 0.03%