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Estado de SP intensifica vigilância contra praga em palmeiras

Besouro invasor já afeta mais de 50 países e ameaça culturas produtivas e ornamentais

03/10/2025 às 11h57
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Estado de SP intensifica vigilância contra praga em palmeiras

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo alerta os produtores sobre a presença no Brasil do besouro Rhynchophorus ferrugineus, conhecido como bicudo-vermelho-das-palmeiras. Trata-se de uma praga quarentenária de origem africana, que ataca tanto espécies ornamentais quanto produtivas, representando risco significativo para cadeias como as de coco, palmito e dendê.

Primeira detecção no país

A praga foi identificada em janeiro de 2022, no interior paulista, por equipe liderada pelo pesquisador científico Francisco José Zorzenon, do Instituto Biológico. A análise taxonômica e molecular (DNA) confirmou a espécie, e a ocorrência foi prontamente notificada ao Mapa. O inseto teria ingressado no Brasil pelo Rio Grande do Sul, proveniente do Uruguai, junto a palmeiras que entraram provavelmente de forma clandestina. Desde então, novas amostras têm sido recebidas, inicialmente do RS e mais recentemente até de Minas Gerais, indicando possível expansão territorial.

Potencial de impacto

As fêmeas do bicudo perfuram as palmeiras para oviposição; as larvas alimentam-se da região do palmito, comprometendo o crescimento da planta até sua morte. O histórico em outros países mostra consequências devastadoras. Segundo Zorzenon, é imprescindível que o Brasil adote ações coordenadas de monitoramento e controle, sob liderança governamental.

Pesquisa paulista a serviço do Brasil

O Instituto Biológico atua como referência nacional no monitoramento da praga e no mapeamento de sua dispersão. Essa etapa é considerada fundamental para viabilizar, posteriormente, as estratégias de combate mais eficazes.

Fortalecimento da Vigilância Fitossanitária

Para ampliar a capacidade de resposta, o Instituto Biológico e a Defesa Agropecuária preparam um programa de atualização técnica para engenheiros agrônomos, técnicos e fiscais estaduais. O treinamento abrangerá:

Identificação da praga em todos os estágios (ovo, larva, pupa e adulto);
Sintomas de infestação em plantas;
Protocolos de monitoramento, incluindo uso de armadilhas de feromônio, inspeções visuais e amostragem de campo.

A Defesa Agropecuária já mantém rotinas permanentes de inspeção em viveiros e pontos de comercialização de mudas, com foco na detecção de sinais de infestação e na verificação da documentação fitossanitária obrigatória (PTV, CFO e CFOC). Essas medidas têm como objetivo a prevenção e a detecção precoce da praga, reduzindo riscos de disseminação.

Cooperação federativa

As ações do Estado de São Paulo estão alinhadas ao Mapa, garantindo resposta rápida e padronizada para organismos quarentenários. Segundo o engenheiro agrônomo Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal da Defesa Agropecuária, essa integração demonstra o compromisso de proteger as cadeias produtivas e assegurar a competitividade da agricultura paulista e brasileira.

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