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 Síndrome de Bell: conheça a doença que paralisa metade do rosto

Neurologista da Hapvida explica causas, sintomas, formas de tratamento e possíveis sequelas da paralisia facial

02/10/2025 às 09h38
Por: Redação
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Cerca de 80 mil brasileiros anualmente convivem com a Síndrome de Bell, também conhecida como paralisia facial
Cerca de 80 mil brasileiros anualmente convivem com a Síndrome de Bell, também conhecida como paralisia facial

Imagine acordar e perceber que metade do rosto não se movimenta, com dificuldade para fechar o olho ou sorrir. Essa é a realidade enfrentada por cerca de 80 mil brasileiros anualmente devido à síndrome de Bell, também conhecida como paralisia facial. Segundo especialistas, trata-se de uma emergência médica que deve ser avaliada o quanto antes para garantir maiores chances de recuperação.
 

De acordo com o neurologista da hapvida, Druzus Marques, a síndrome está relacionada a uma inflamação ou inchaço do nervo facial, o que provoca sintomas como boca torta, ausência de expressão em parte da face e alterações na fala. Esses são os sintomas principais, mas algumas pessoas podem apresentar dor ou perda de sensibilidade também na área externa do ouvido, além de alterações da gustação, quando a percepção do gosto dos alimentos fica diferente.
 

“A precocidade do diagnóstico e do tratamento são fatores cruciais no resultado de melhora ou cura”, ressalta.
 

Causas e tratamento

As causas não são totalmente definidas, mas podem estar associadas a infecções virais, estresse, baixa imunidade ou mudanças bruscas de temperatura. “Em muitos casos, a paralisia facial surge após uma gripe ou rinite e pode estar relacionada ao vírus herpes zoster”, explica o especialista, reforçando que o diagnóstico deve ser clínico e rápido para não ser confundido com um AVC.
 

Já o tratamento inclui antivirais, quando há suspeita de origem viral, e corticoides para reduzir a inflamação, além de cuidados com os olhos, que ficam mais vulneráveis por não fecharem completamente. A maioria dos pacientes apresenta melhora em até três semanas, mas há exceções. “Entre 3% e 5% dos casos não têm recuperação funcional completa e cerca de 10% podem permanecer com alguma assimetria facial”, destaca Marques.
 

Para os casos de recuperação parcial, a fisioterapia pode auxiliar no retorno dos movimentos e na redução das sequelas. Quanto à prevenção, não há fatores de risco claros, mas recomenda-se evitar variações bruscas de temperatura, que podem desencadear a condição.

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