Geral ECONOMIA
Brasil supera 1,5 milhão de empregos formais em oito meses de 2025
País registra saldo positivo em todos os setores e atinge recorde de 48,69 milhões de vínculos com carteira assinada
30/09/2025 07h37
Por: Redação

O Brasil ultrapassou a marca de 1,5 milhão de empregos formais criados em 2025. Segundo dados do Novo Caged, divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, foram 1.501.930 vínculos com carteira assinada entre janeiro e agosto, resultado que elevou o estoque total de empregos para 48,69 milhões, o maior já registrado no país. Desde janeiro de 2023, início da atual gestão, o saldo nacional é de 4,63 milhões de novos postos de trabalho.

Setores da economia

Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas tiveram saldo positivo no acumulado do ano. O setor de Serviços liderou com 773 mil vagas, seguido pela Indústria, com mais de 273 mil, especialmente na fabricação de produtos alimentícios (51 mil). Outros destaques foram a Construção Civil (194.545), o Comércio (153.483) e a Agropecuária (107.297).

Desempenho por estados

Em números absolutos, São Paulo liderou a geração de empregos no período, com 436.729 vagas. Na sequência aparecem Minas Gerais (152.968) e Paraná (108.778). Em termos relativos, o Amapá registrou a maior variação (+6,86%), seguido por Mato Grosso (+5,78%) e Piauí (+5,22%).

Apenas em agosto

No recorte de agosto, foram abertos 147.358 postos formais, resultado de 2.239.895 admissões contra 2.092.537 desligamentos. O saldo foi positivo em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo (45.450), Rio de Janeiro (16.128) e Pernambuco (12.692). No aspecto proporcional, Paraíba (+1,61%), Rio Grande do Norte (+0,98%) e Pernambuco (+0,82%) apresentaram os melhores resultados.

Entre os setores, quatro registraram expansão: Serviços (81.002 vagas), Comércio (32.612), Indústria (19.098) e Construção Civil (17.328). Apenas a Agropecuária teve saldo negativo (-2.665).

Educação e comércio puxam resultados

No setor de Serviços, a Educação foi responsável por 23.785 postos, sobretudo em Educação Infantil e Ensino Fundamental (9.924). O comércio varejista respondeu por 23.675 vagas e a indústria alimentícia por 11.319. Na Construção Civil, os destaques foram a construção de edifícios (7.001) e os serviços especializados para construção (5.255).

Perfil dos contratados

O saldo de agosto foi maior entre as mulheres (77.560 postos) em comparação aos homens (69.798). Os jovens de 18 a 24 anos preencheram 94.525 vagas, seguidos pelos adolescentes até 17 anos (33.710, dos quais 19.908 aprendizes).

Quanto à escolaridade, a maioria das vagas foi ocupada por pessoas com ensino médio completo (96.442). Em relação à raça, predominaram os pardos (111 mil vagas), seguidos por brancos (32.248) e pretos (21.648). A População com Deficiência também registrou saldo positivo (820 vagas).

Salários

O salário médio real de admissão em agosto foi de 2.295,01 reais, com aumento de 12,70 reais (+0,56%) em relação a julho.

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