Geral São Paulo
Maior operação de recuperação de celulares da história de SP começa a devolver aparelhos para vítimas
Ação das polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público, mobilizou mais de 1,7 mil agentes em setembro e investigou a cadeia...
19/10/2026 19h09
Por: Redação Fonte: Secom SP

A sensação de impotência após ter o celular roubado deu lugar à surpresa e à satisfação para a diretora escolar Luciana Nomoto, de 35 anos. Nesta segunda-feira (19), ela recebeu de volta o aparelho levado durante um assalto na Avenida do Estado, na capital paulista, em 9 de setembro.

A recuperação foi resultado da Operação Frank Mobile, realizada pelas polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), que começou a devolver às vítimas os celulares recuperados durante a ação. Ao todo, 100 aparelhos foram devolvidos nesta segunda-feira (19). Desde o início de setembro, a operação já entregou 180 celulares recuperados e apreendeu 60 toneladas de aparelhos e peças.

“Eu não esperava ter o celular de volta. Tanto que, quando me ligaram, nem acreditei. Será que não é um golpe?”, contou Luciana. No dia seguinte ao crime, ela havia assistido a uma reportagem na televisão sobre a operação e torcido para que o aparelho estivesse entre os recuperados.

O assalto aconteceu enquanto ela dirigia com o filho recém-nascido no carro. “Estouraram o vidro do passageiro e roubaram o celular. Eu fiquei sem saber como reagir”, relatou.

Luciana Nomoto e Karina Serafim recuperaram seus celulares roubados Foto: Divulgação/Governo de SP

Após o crime, o marido acionou a polícia e a operadora de telefonia. A família também registrou o boletim de ocorrência (BO), informando o número de identificação do aparelho, o IMEI, e tomou as providências necessárias para proteger os dados pessoais.

A advogada Karina Serafim, de 29 anos, também recuperou o celular roubado em 1º de setembro, na Rodovia dos Bandeirantes. Na ocasião, criminosos quebraram o vidro do carro e levaram o aparelho, uma bolsa, um notebook e outros pertences.

Karina contou que não acreditava que conseguiria recuperar o telefone. Ao receber a notícia de que o aparelho havia sido localizado, além de surpresa, ela conta que que ficou muito contente: “Hoje a gente consegue acreditar no serviço. Existe aquele sentimento de desesperança, de achar que nunca vai ter o celular de volta. Foi uma sensação de surpresa muito prazerosa. Acredito que o trabalho está sendo feito e que existe empenho na recuperação dos bens do trabalhador”, afirmou.

LEIA TAMBÉM: Menina resgatada de sequestro em São Paulo agradece policial: ‘única pessoa que me entendeu’

Investigação atingiu toda a cadeia criminosa

Realizada em setembro, a Operação Frank Mobile mobilizou mais de 1,7 mil agentes e teve como objetivo combater toda a cadeia criminosa relacionada ao roubo, furto e comércio ilegal de celulares. A ação cumpriu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão, além de resultar em prisões em flagrante. Desde o início de setembro, foram apreendidas 60 toneladas de celulares e peças.

A investigação foi conduzida ao longo de dois anos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a área de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O trabalho identificou as diferentes etapas do esquema criminoso, desde a receptação dos aparelhos roubados ou furtados até o desbloqueio, a retirada de peças e a revenda.

A atuação integrada das forças de segurança e das instituições parceiras é fundamental para combater esse tipo de crime. “A polícia vai estar sempre presente, e essa união das polícias Militar, Civil e Penal e do Ministério Público é a receita ideal para isso”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Desde o início da atual gestão, foram realizadas 285 operações conjuntas com o Ministério Público em diferentes frentes de atuação, sendo 127 delas com a Polícia Civil.

Orientação às vítimas

Em casos de roubo ou furto de celular, a orientação é registrar o boletim de ocorrência (BO) e informar o número do IMEI, código de identificação único do aparelho, para auxiliar na sua identificação em caso de recuperação.

Também é importante comunicar o crime à operadora e adotar medidas de segurança para proteger contas bancárias e outros dados pessoais. O registro da ocorrência e o fornecimento das informações do aparelho contribuem para o trabalho de investigação e a devolução dos celulares aos seus proprietários.